Flechas

Artista “da moda” não me engana… Conteúdo é fundamental… É bom ou não é… Desconfio daquilo que precisa de muita explicação… Arte tem a ver com matéria… O espaço precisa ser autodidata… Variedade sem limite é banal… É atemporal é contemporâneo…

Sem Título

Pode ser que tudo que estou fazendo se desmanche daqui um tempo mas isso não me impedirá de fazer muito menos de acreditar numa ideia… (que me move e comove) seria mais caro prosseguir sem ela? marcos amaro – sp. junho, 2018

Armazém

As minhas obras são precárias porque significo a temporariedade das coisas Criei muitas figuras no sentido de me confirmar Hoje crio para me deixar O passado já não me é tão caro Guardo com ironia objetos que me sucedem

Sanidade

é a loucura que faz uma obra de arte valer milhões não há razões que justifiquem culturas que sucedam é a loucura o desespero a não aceitação do fim o grito pela eternidade é isso que movimenta milhões

Biblioteca

procuro em mim partes escondidas não que se perderam nem que foram abandonadas podem ficar esquecidas soterradas por períodos largadas em depósitos mas retornam frequentemente sob diferentes signos lacradas, embrulhadas, esfarrapadas noutra linguagem que me escâncara desconcertantemente

Sem Título

Alguns artistas são laterais, extemporâneos… Não se conformam com o espírito do tempo, muito menos em movimentos ou modismos… É desses que gosto. Que me alimento… Stockinger, Iberê, Farnese, Maria Martins, Bispo, Leonilson…

Sem Título

As minhas obras são precárias porque significo a temporariedade das coisas Criei muitas figuras no sentido de me confirmar Hoje crio para me deixar O passado já não me é tão caro Guardo com ironia objetos que me sucedem

Processo

A minha inconformidade – como artista – com o mercado de arte me estabelece um vasto campo para apropriações de objetos menos estetizantes Desde que me mudei pra Bruxelas o trabalho se tornou menos frequente e mais elaborativo Sinto-me frustrado por ver o meu trabalho não desenvolver na velocidade de minhas mudanças… Vejo black mirror, […]

como nós, artistas

Tarkovsky foi um gênio do cinema um poeta de natureza trágica e melancólica como nós artistas ouço oblivion, de Piazolla penso numa instalação num compartimento aeronáutico preenchido por lama vejo uma cadeira um lustre uma flor um tempo perdido relato minha nostalgia uma história de amor que se perdeu uma repetição de uma obra minha […]

Transitoriedade

Quando meu pai morreu tinha 17 anos de idade Foi um momento muito difícil Dirigi toda minha energia para o trabalho Recebi um quinhão Montei um pequeno escritório Trabalhava das 6h às 20h Me aconselhava com os mais velhos Estudava economia diariamente Reuni pessoas competentes Fui emancipado Lutei pelos meus direitos Invisto consistentemente Me engano […]