Projeto de exposição para 2º semestre de 2020

Projeto de exposição para 2º semestre de 2020
jul 1, 2020 Rafael Kamada

Projeto de exposição para 2º semestre de 2020

 

Em 1978, Oscar Niemeyer publicou um livrinho intitulado A Forma na Arquitetura, no qual defende a beleza e as formas de sua arquitetura, defendendo que sempre estiveram em sintonia com a natureza brasileira, as formas curvilíneas de nossas mulheres, das praias, das montanhas de Minas. Tal partido foi usado de modo pioneiro no projeto do Complexo Cultural de Pampulha, segundo Niemeyer.

O presente projeto de exposição do jovem artista paulistano Marcos Amaro traz à Casa do Baile um conjunto de desenhos e uma instalação (o piano-assemblagem Sonata, 2016) que refletem sobre a função orgânica da linha na composição das formas que se replicam tanto no interior dos corpos, na dinâmica dos fluídos que os mantêm vivos, quanto no exterior, no modo como a matéria se dobra e se desdobra em busca da acomodação mais adequada, ao encontro mais íntimo.

Para Marcos Amaro, assim como para Niemeyer, ou Jean Tinguely, o comportamento do organismo vivo é exemplo para o desenho ou a construção de algum mecanismo, ou até mesmo para sua reconstrução. Isto se torna evidente nas três séries que serão aqui apresentadas: Milk Way, Partenogênese e Incesto Borgeouis, todas de 2019, que figuram a dança da linha no espaço no momento de impulso do organismo para se procriar, se reproduzir ou simplesmente se adaptar.

Luiz Armando Bagolin

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